terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Futuro

(J. C. Peu)

“Não serei o poeta de um mundo caduco”
Nem falarei do passado
Não pensarei de forma cartesiana
Terei fé no não visto,
Ouvirei o que nunca foi dito
E só acreditarei, depositando plena confiança
Com minha capacidade de raciocínio,
Em tudo o que não existe,
Ainda...

Seguirei relativizando
Pregando as boas novas
De um mundo melhor
Ensinando quem quiser aprender
Os dez mandamentos de uma ecologia humana
De Einstein a Capra, de Freire a Morin
O tempo é minha matéria
Mas não o tempo presente, newtoniano
Meu tempo é o tempo futuro,
Livre, leve e solto
Que corre para frente e para trás
Em ondas e em partículas
Ao mesmo tempo...

Serei um poeta de um mundo novo,
Verdadeiramente admirável.
De um governo que será capaz de arruinar
Os que arruínam a Terra
De reis incapazes de sugar a alma do planeta
Por dinheiro ou vintém
O poeta de um mundo que é para todos
Ou para ninguém
Cantarei canções de Pessoa
E refrões das folhas da relva
Ao esperar uma nova consciência planetária
Junto com a inclusão de todos os entes
Surgirem do ventre do super-homem
E do João-ninguém...

Terei a cada dia que passa
Mais fé no futuro
No tempo futuro,
No homem futuro,
Na vida que ainda vem.
A verdadeira vida que em tudo é diferente
Da vida que a gente tem
Pois, o tempo é minha matéria,
O tempo futuro...

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