sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

UM CURTA-METRAGEM POÉTICO

(Dhiogo Caetano)
Pseudônimo: Muso Lírico 
 
Nunca tive medo... 
Expressionismo constante.
Quantas palavras de amor.
Um cubismo invariável.
Enfim, no meu caminho o surrealismo.
Métricas, ritmos, rimas, imagens e poemas.
Concretismo em meio a paradoxo, prosopopéia, anáfora, aliteração.
Um haicai em assonância, paranomásia, onomatopéia e paralelismo.
Poema e movimento catacrese, eufemismo e por aí vai...
Futurismo irônico, sob efeito elipse com uma forte hipérbole dos versos em gradação.
Dístico do dadaísmo que narro.
Tercetos, quartetos, sexteto, septilha, oitava, nona e décima emoção poematizada.
Formas fixas, mas com chaves antropofagicamente poéticas.
Natureza, escultura, amor, morte... Enfim a semana de arte moderna.
Minha amada em versos regulares, livres e brancos.
Aqui nasce o antitradicionalismo através da comparação.
Também sinto o movimento do humor que metaforicamente recito ao léu.
Liberdade de criação e expressão, metonicamente preciso falar.
Há uma aproximação entre a língua escrita e a falada, um contraponto fundamentalizador chamado antítese.
Entre hídrisco, acróstico a complexidade da paixão entoada por lirismo grego. 
A complexidade do verso plurívocal e profundamente polissêmico nos leva a um plurissignificativo soneto que eleva a alma.
Ocorre a absorção das vanguardas européias, dos “ismos” que bravamente provoca uma porosidade entre alienação, realidade, eternidade, desumano, cores, amor, livro, lição...
Um verdadeiro espírito revolucionário que academicamente esboça o auto-retrato.
Nada tem nexo, mas tudo se estuda!
Em mural a cultura, na arte a pintura modernista na técnica Guache.
A poesia é a interação que transmiti nossas ideias, desejos, opiniões, emoções e o tudo a nossa volta.
Em um curta-metragem o poema é simplesmente eu e você.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Pedido de Desculpas

Por alguns problemas pessoais não pude postar a parte final do capítulo dois de "Causa Mortis", mas estou corrigindo a falha. Espero que gostem.

J. C. Peu

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

CÉLEBRE PASSADO FUTURO

(Dhiogo Caetano) 



Por anos vivi em Uruana.
Nasce e lá  me criei.
Por isso sou goiano, uruanense: olá o sotaque.
Ruas estreitas onde posso avista as carroças e carroções.
Minha pequena cidade, a terra que nos alimenta.
Em um passeio poético o encontro de Dona Ana e o rio Uru.
Eternamente Uruana.
A nossa volta a natura, uma magia que paralisa o trabalho.
Vem de Uruana, de suas grandes festas de setembro o tradicional cultivo da melancia.
Com desejo de agradecer, que venho a escrever, sobre esta terra que tudo que planta dá.
De Uruana trago os produtos da terra, que ora te ofereço.
Desta cultura agrária a emoção do homem do campo, que planta e colhe com suas próprias mãos, os frutos que esta santa terra nos há de contemplar.
Pequena cidade, mas a capital nacional da melancia.
Ta vendo as casinhas da avenida, nelas a história e um passado futuro.
Aqui fui feliz, simples e goiano.
Hoje sou artista, historiador, professor e escritor.
Uruana é  apenas uma imagem grava na memória.
Mas sinto saudades.  

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Num Banco de Ônibus

(J.C. Peu)


Olho para os carros
Plantados no chão.

Sinto os pneus
Penetrarem
O asfalto.

O trânsito parado,
Um garoto correndo,

Assalto.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Agnela... Em conflito...

(Dhiogo Caetano)


Escolhi o pecado...
Encolheste-me!
Em mim mesma...
Aprisionada!
Subjugada!
Nego o meu ser!
Já não sei quem sou...
Será que tenho vida?
Vida...
Penso que existo...
Mas em outras dimensões e existências.
Corro de olhos fechados.
Nada quero ver!
Quero fugir de todos e de tudo...
De mim mesma...
Escolhi o pecado...
Devora-me!
Mas com quem, irei confessar?
Se nada existe!
Correr é  o melhor a fazer!
Esconder de mim mesma.
De todos!
Na agonia morrerei.
Mas há  vida?
Já estou morta?
Nada sei e nada saberei...
Esconda-me daquele santo!
Divino simplesmente divino. 
Símbolo do amor...
Mas o que é  amar?
Que sou eu?
Estou escondida no nada de um tudo a minha volta.
Finjo estar viva...
Em um mundo só me...
Esqueço que escolhi o pecado!
Nego o santo, divino, amor...
Não sei quem sou eu!