sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Auto-Oficina Literária - A Crença Num Mestre

O ser humano tem algo dentro de si que pode ser chamado de necessidade espiritual. Os homens precisam acreditar em algo, e vem dai seu interesse por religião e, ao mesmo tempo, a grande oferta de religiões. Parece que estamos num grande restaurante self service da fé. Podemos escolher não apenas a religião, ou a comida, como podemos, também, escolher o tempero, ou o sacerdote, pastor, padre, etc, que seja mais carismático. Pelo menos é assim que parece ser.
Referente á Literatura, podemos dizer que da mesma maneira como ocorre na escolha da religião, escolhemos que literatura nós gostamos mais, se estadunidense, se brasileira, russa, francesa, etc, e escolhemos vários temperos: quanto ao gênero, quanto ao período, e até mesmo quanto ao autor que mais apreciamos. 
Se o leitor comum pode, e deve escolher o tempero que mais prefere, podemos concluir que os escritores, principalmente os iniciantes, precisam escolher muito mais do que meros temperos, precisam escolher sacerdotes das letras, precisam escolher mestres. Precisa crer que o mestre, seu mestre eleito, é o melhor de todos os mestres, e que é o que mais se aproxima da perfeição, o que está mais próximo de atingir o nirvana da literatura.
Escolha sua igreja, mais que isso, escolha seu sacerdote. E há tantos, uns mais carismáticos que outros, é claro, mas todos eles mestres no seu sacerdócio. Poe, Borges, Kafka, Camus, etc, não importa qual gênero, ou qual corrente, o que importa é que você como escritor de domingo tenha um mestre que possa guiá-lo, e que você creia.


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