Este é um filme sobre ganância, o poder das empresas, extremismo e ativismo animal. Provavelmente vai agradar a vegetarianos, mas, no fundo, talvez sua maior característica seja o cinismo. Sinismo por mostrar o quanto é cruel o sistema de criação de gado para o abate, mas, no fim dizer que, infelizmente, tudo vai continuar como sempre foi. Não existe uma Temple Grandin nesse filme, e todos os protótipos de uma se mostraram totalmente impotentes frente ao sistema. Na trama, uma empresa realiza mudanças geneticas em animais de corte visando criar um novo tipo de gado que seja, no fim das contas, mais lucrativo para ela. Um desses animais vai ser criado cercado de amor por um idoso e sua neta numa numa região montanhosa paradisíaca. Depois de dez anos a empresa quer recuperar seu investimento, mas, a menina não vai ficar de braços cruzados vendo sua amiga se tornar bacon. Filme bom. Boas atuações de Tilda Swinton, Jake Gyllenhaal, Paul Dano e da menina...
A teoria do iceberg é uma técnica narrativa elaborada pelo escritor americano Ernest Hemingway, que pode ajudar na criação de histórias de ficção. Quando jovem, Ernest Hemingway foi jornalista no jornal The Kansas City Star. Com o trabalho no jornal Hemingway aprendeu a escrever sobre eventos mais imediatos, mais cotidianos, e que não exigiam muito contexto e interpretação para serem entendidos. Quando resolveu se tornar um escritor, Hemingway manteve esse estilo minimalista, concentrando-se nos elementos superficiais sem discutir profundamente sentimentos e ações dos personagens de suas histórias. Mas, engana-se quem pensa que as histórias dele são superficiais como ele quer fazer parecer… Então, sabemos que Hemingway iniciou sua carreira como escritor ainda jovem e os primeiros passos rumo ao seu sucesso foram dados no jornal The Kansas City Star, onde trabalhou antes de voluntariar-se como motorista na Primeira Guerra Mundial. ...
Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo.
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