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A Ficção Científica e o Oscar de Melhor Filme

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A Ficção Científica e o Oscar de Melhor Filme Não é segredo que o Oscar nunca gostou de reconhecer filmes de gênero. Filmes de ficção científica, de terror ou de comédia não são bem vindos na maior premiação do cinema mundial.  A ficção científica sempre recebeu muitas indicações em categorias técnicas do Oscar, mas nunca teve sorte quando se trata da categoria mais importante, que é a de Melhor Filme.   Até o filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Satnley Kubrick,considerado um dos melhores filmes de todos os tempos, foi rejeitado na categoria de melhor filme… Hoje nós vamos falar dos filmes de ficção científica que concorreram ao Oscar de Melhor Filme… *** Laranja Mecânica, 1971 Em 1968, 2001: Uma Odisseia no Espaço pode ter sido preterido para Melhor Filme, mas pelo menos Stanley Kubrick ainda tem a distinção de dirigir o primeiro filme de ficção científica a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme.  A conq...

A Metamorfose, de Franz Kafka

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A Metamorfose, de Franz Kafka "Quando certa manhã Gregor samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso." Frans Kafka "A metamorfose" é o assustador relato de Gregor Samsa, um caixeiro viajante que certa manhã acorda transformado em um inseto gigante.  Os estudiosos de Kafka interpretaram esta transformação como uma metáfora sobre o peso insuportável da responsabilidade. Em 7 de dezembro de 1912, por meio de uma carta, Franz Kafka conta para sua noiva, Felice Bauer, que sua pequena história está terminada. Essa pequena história é pequena apenas no tamanho, pois com o passar do tempo, essa pequena história se tornaria um dos livros mais conhecidos de toda a literatura. ***** Franz Kafka nasceu em Praga, em 1883, na época Praga fazia parte do Império Austro-Húngaro, atualmente, ela fica na República Tcheca. Kafka morreu com 41 anos na Áustria, em 1924. Kafka sempre pertenceu a minorias, e sem...

O Homem Invisível, de H. G. Wells

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O Homem Invisível, de H. G. Wells A ficção científica tem uma só mãe, a inglesa Mary Shelley, mas ela tem vários pais, como o francês Júlio Verne, o norte americano Edgard Allan Paul e o inglês H. G. Wells. Hoje vamos falar sobre o livro O Homem Invisível, de H. G. Wells e algumas de suas adaptações para o cinema… Herbert George Wells (H.G Wells), nós já fizemos um vídeo sobre A Máquina do Tempo, Outro sobre A Guerra dos Mundos, e agora é a vez de O Homem Invisível… Dos grandes livros de Wells só falta falarmos sobre A Ilha do Doutor Moreau… No final do ano de 1897, Wells publicou O Homem Invisível, um romance de cerca de 200 páginas, originalmente publicado em capítulos pela Pearsons Megazine, no decorrer de todo o ano.  Hoje, O Homem Invisível é considerado um clássico da literatura, o tema da invisibilidade aparece nas histórias em quadrinhos, em desenhos animados, em filmes e séries de televisão, garantindo ao seu personagem principal um lug...

Flores Para Algernon, de Daniel Keyes

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Flores Para Algernon "Que estranho é o fato de pessoas de sensibilidade e sentimentos honestos, que não tirariam vantagem de um homem que nasceu sem braços ou pernas ou olhos, não verem problema em maltratar um homem com pouca inteligência. Enfureci-me ao lembrar que não fazia muito tempo que eu, como esse garoto, tinha sido o tolo que fazia o papel de palhaço." Daniel Keyes O que aconteceria se pessoas com limitações mentais pudessem ser transformadas em pessoas realmente muito inteligentes? Daniel Keyes, que nasceu em 1927 e morreu no ano de 2014, foi um escritor  norte americano que escreveu entre outros livros, Flores Para Algernon. Keyes concluiu uma graduação e um mestrado em psicologia, e trabalhou muito tempo em uma empresa de histórias em quadrinhos subordinado a Stan Lee, chamada Atlas Comics. Se esse nome não significa nada pra você, saiba que com o tempo a Atlas mudou seu nome para Marvel Comics. Inclusive, Keyes disse que a ideia base de F...

Pantokrátor, de Ricardo Labuto Gondim

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“Não creio em distopia. O que existe em oposição à utopia é o que chamamos de realidade, não uma categoria literária.” Ricardo Labuto Gondim Hoje nós vamos falar sobre um livro cyberpunk de um escritor brasileiro que não fica devendo nada a Philip K. Dick ou William Gibson. Pantokrátor, de Ricardo Labuto Gondim. ***** Ricardo Labuto Gondim é professor, crítico literario, teólogo, filósofo e escritor de ficção científica. Gondim, já escreveu contos de ficção científica, terror, escreveu um romance policial, e em 2018, lançou o romance de ficção científica "Corrosão" que ganhou diversos prêmios literários. O livro aborda a conexão entre passado e futuro, com referências até ao Titanic. Em 2020 publicou seu quinto livro impresso, um romance de ficção científica sobre o controle do indivíduo e da sociedade pelos algoritmos, chamado Pantokrátor.  Pantokrátor é uma narrativa cyberpunk com DNA verde e amarelo.  O cenário principal é a Cid...

O Perigo de Uma História Única

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"A história única cria estereótipos, e o problema com os estereótipos não é que sejam mentira, mas que são incompletos. Eles fazem com que uma história se torne a única história." Chimamanda Ngozi Adichie Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em 15 de setembro de 1977, em Enugu, na Nigéria.  Ela é a quinta filha de seis irmãos, de Grace Ifeoma e James Nwoye Adichie. Grace e James eram funcionários da Universidade da Nigéria, em Nsukka. Grece era administradora e James professor de estatística. De classe média, Chimamanda sempre foi boa aluna, e estudou na mesma universidade que seus pais trabalhavam antes de ir para os Estados Unidos aos 19 anos, para cursar graduação em comunicação e ciências políticas na Eastern Connecticut State University, e depois ela defendeu seu mestrado em escrita criativa na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, também nos Estados Unidos. Em 2003 ela publicou Hibisco Roxo, que foi muito bem recebido por crítica e público, e rece...

A Estrada, de Comarc McCarthy

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Cormac McCarthy é um escritor norte-americano nascido em 1933. Na juventude ele serviu na Força Aérea dos Estados Unidos durante quatro anos, e estudou Artes na Universidade do Tennessee. McCarthy tem sido comparado nos últimos anos a outros grandes nomes do romance contemporâneo norte-americano, como Don Delillo, Philip Roth ou Thomas Pynchon. Os pontos altos da sua obra são os livros: Meridiano de Sangue, de 1985. Onde Os Velhos Não Têm Vez, de 2005 E A Estrada, de 2006. No ano seguinte ao lançamento de A Estrada, em 2007,  McCarthy recebeu o prêmio Pulitzer de Ficção pelo romance A Estrada. O Prêmio Pulitzer é a honraria mais importante concedida ao jornalismo norte-americano pela Universidade de Columbia, localizada em Nova Iorque. Ele é entregue aos profissionais que se destacam nos campos do jornalismo, da literatura e da música. Nomes importantes da literatura dos Estados Unidos já receberam esse prêmio, como Philip Roth, John ...