Postagens

Pantokrátor, de Ricardo Labuto Gondim

Imagem
“Não creio em distopia. O que existe em oposição à utopia é o que chamamos de realidade, não uma categoria literária.” Ricardo Labuto Gondim Hoje nós vamos falar sobre um livro cyberpunk de um escritor brasileiro que não fica devendo nada a Philip K. Dick ou William Gibson. Pantokrátor, de Ricardo Labuto Gondim. ***** Ricardo Labuto Gondim é professor, crítico literario, teólogo, filósofo e escritor de ficção científica. Gondim, já escreveu contos de ficção científica, terror, escreveu um romance policial, e em 2018, lançou o romance de ficção científica "Corrosão" que ganhou diversos prêmios literários. O livro aborda a conexão entre passado e futuro, com referências até ao Titanic. Em 2020 publicou seu quinto livro impresso, um romance de ficção científica sobre o controle do indivíduo e da sociedade pelos algoritmos, chamado Pantokrátor.  Pantokrátor é uma narrativa cyberpunk com DNA verde e amarelo.  O cenário principal é a Cid...

O Perigo de Uma História Única

Imagem
"A história única cria estereótipos, e o problema com os estereótipos não é que sejam mentira, mas que são incompletos. Eles fazem com que uma história se torne a única história." Chimamanda Ngozi Adichie Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em 15 de setembro de 1977, em Enugu, na Nigéria.  Ela é a quinta filha de seis irmãos, de Grace Ifeoma e James Nwoye Adichie. Grace e James eram funcionários da Universidade da Nigéria, em Nsukka. Grece era administradora e James professor de estatística. De classe média, Chimamanda sempre foi boa aluna, e estudou na mesma universidade que seus pais trabalhavam antes de ir para os Estados Unidos aos 19 anos, para cursar graduação em comunicação e ciências políticas na Eastern Connecticut State University, e depois ela defendeu seu mestrado em escrita criativa na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, também nos Estados Unidos. Em 2003 ela publicou Hibisco Roxo, que foi muito bem recebido por crítica e público, e rece...

A Estrada, de Comarc McCarthy

Imagem
Cormac McCarthy é um escritor norte-americano nascido em 1933. Na juventude ele serviu na Força Aérea dos Estados Unidos durante quatro anos, e estudou Artes na Universidade do Tennessee. McCarthy tem sido comparado nos últimos anos a outros grandes nomes do romance contemporâneo norte-americano, como Don Delillo, Philip Roth ou Thomas Pynchon. Os pontos altos da sua obra são os livros: Meridiano de Sangue, de 1985. Onde Os Velhos Não Têm Vez, de 2005 E A Estrada, de 2006. No ano seguinte ao lançamento de A Estrada, em 2007,  McCarthy recebeu o prêmio Pulitzer de Ficção pelo romance A Estrada. O Prêmio Pulitzer é a honraria mais importante concedida ao jornalismo norte-americano pela Universidade de Columbia, localizada em Nova Iorque. Ele é entregue aos profissionais que se destacam nos campos do jornalismo, da literatura e da música. Nomes importantes da literatura dos Estados Unidos já receberam esse prêmio, como Philip Roth, John ...

O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams

Imagem
Não entre em pânico! Eu acho que qualquer nerd que se preze já ouviu falar do livro O Guia do Mochileiro das Galáxias. Se você é nerd, talvez nunca tenha lido o livro, mas talvez saiba que ele é um livro muito importante para a ficção científica, para o dia do orgulho nerd, ou o dia da toalha, em fim, hoje eu vou falar um pouco sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias! Ele traz aquele humor inglês peculiar muito parecido com esquetes do Monty Python, de que nem todo mundo gosta, por ser bastante nonsense às vezes, mas faz algumas críticas muito pertinentes à burocracia, à filosofia e à própria ficção científica. Douglas Adams, que nasceu em 1952 e morreu em 2001, aos 49 anos, foi um escritor inglês conhecido especialmente por sua série de livros “O Guia do Mochileiro das Galáxias.” Graças a essa saga, nasceu um movimento em torno desse autor e seus leitores resolveram homenageá-lo no Dia da Toalha que é comemorado no dia 25 de maio.  Então você t...

O Fim da Infância, de Arthur C. Clarke

Imagem
O Fim da Infância, de Arthur C. Clarke Arthur C. Clarke foi, além de um grande cientista, um grande escritor de ficção científica. E hoje nós vamos falar um pouco sobre um livro clássico desse famoso autor.  O Fim da Infância, romance publicado pelo autor britânico em 1953, em plena guerra fria, narra mais uma invasão extraterrestre ao planeta Terra, porém, dessa vez, o objetivo dos aliens é contribuir para que a humanidade transcenda a si mesma... Seja bem vindo ou bem vinda ao T. Conto, meu nome é Peu e eu estou falando da Terra... O Fim da Infância tem como tema a futura evolução da humanidade. E isso era bastante atual, pois na época do lançamento do livro a humanidade havia saído a menos de uma década da Segunda Guerra Mundial, e já tinha embarcado na Guerra Fria. O mundo vivia sob o receio de uma guerra atômica entre as duas superpotências, os Estados Unidos e a União Soviética. E no meio desse cenário, uma raça alienígena chega ao planeta e trás consigo a paz, ...

Num Banco de Ônibus

Imagem
Num banco de Ônibus Olho para os carros Plantados no chão Sinto os pneus Penetrarem O asfalto O trânsito parado Um garoto correndo, Assalto.

Bolívar - Capítulo 2

Imagem
Bolívar Capítulo 2 Todas as pessoas honestas são iguais. Mas nós, os corruptos, somos corruptos cada um à sua própria maneira. Por exemplo, eu nunca me vi na pele daqueles lobos tosquiadores das igrejas evangélicas que arrancam quase até a roupa do corpo daquelas velhinhas beatas. E beata é uma palavra velha, e quase não a escutamos hoje em dia, mas, as igrejas evangélicas estão abarrotadas de pessoas beatas. Eu nunca roubei velhinhas beatas. Nunca participei de esquemas de desvios de dinheiro de merenda de escolas, nem de máfias de desvios de verbas de hospitais. Sempre considerei isso demais até para mim. E o pior é que outro dia, me deixei ser arrastado por um amigo, e entrei numa igreja evangélica. Eu precisava da assinatura dele para dar prosseguimento a negócios lucrativos. Mas, ele estava muito mais interessado na minha conversão ao evangelho. Fiz uma concessão e o acompanhei. Não sabia que dentro de uma igreja pentecostal, ou neopentecostal, sei lá, sempre há um red...