Postagens

Auto-Oficina Literária - A Crença Num Mestre

O ser humano tem algo dentro de si que pode ser chamado de necessidade espiritual. Os homens precisam acreditar em algo, e vem dai seu interesse por religião e, ao mesmo tempo, a grande oferta de religiões. Parece que estamos num grande restaurante self service da fé. Podemos escolher não apenas a religião, ou a comida, como podemos, também, escolher o tempero, ou o sacerdote, pastor, padre, etc, que seja mais carismático. Pelo menos é assim que parece ser. Referente á Literatura, podemos dizer que da mesma maneira como ocorre na escolha da religião, escolhemos que literatura nós gostamos mais, se estadunidense, se brasileira, russa, francesa, etc, e escolhemos vários temperos: quanto ao gênero, quanto ao período, e até mesmo quanto ao autor que mais apreciamos.  Se o leitor comum pode, e deve escolher o tempero que mais prefere, podemos concluir que os escritores, principalmente os iniciantes, precisam escolher muito mais do que meros temperos, precisam escolher sacerdotes das let...

DESCRIÇÃO DA MAÇÃ

(Dhiogo Caetano) Pseudônimo:  Muso Lírico  Vermelha, doce, saborosa... Uma tentação sobre a mesa. Seu aroma é  inesquecível. Que fome... Um simples fruto, uma longa história. Vermelha por fora e branca por dentro. Na sua essência a origem da humanidade. Mas no momento uma maçã, ou um resto de maçã.

CONFIGURAÇÃO DA EMOÇÃO

(Dhiogo Caetano)            Ontem éramos quatros, hoje só  restaram dois.           Tudo se apagou e parece que nunca existiu!           Meus amores foram embora, mas os sentimentos permaneceram com mais intensidade, pois a saudade tornou-se aliada desta dor.           Não os vejo mais, somente tenho uma vaga lembrança gravada na memória.           O concreto se tornou abstrato...           As lágrimas incontrolavelmente rolam sobre o meu rosto.           Quanta falta sinto dos meus amores...           Até quando irei viver assim!  

UM CURTA-METRAGEM POÉTICO

(Dhiogo Caetano) Pseudônimo : Muso Lírico    Nunca tive medo...  Expressionismo constante. Quantas palavras de amor. Um cubismo invariável. Enfim, no meu caminho o surrealismo. Métricas, ritmos, rimas, imagens e poemas. Concretismo em meio a paradoxo, prosopopéia, anáfora, aliteração. Um haicai em assonância, paranomásia, onomatopéia e paralelismo. Poema e movimento catacrese, eufemismo e por aí vai... Futurismo irônico, sob efeito elipse com uma forte hipérbole dos versos em gradação. Dístico do dadaísmo que narro. Tercetos, quartetos, sexteto, septilha, oitava, nona e décima emoção poematizada. Formas fixas, mas com chaves antropofagicamente poéticas. Natureza, escultura, amor, morte... Enfim a semana de arte moderna. Minha amada em versos regulares, livres e brancos. Aqui nasce o antitradicionalismo através da comparação. Também sinto o movimento do humor que metaforicamente recito ao léu. Liberdade de criação e expressão, metonicamente preciso falar. Há uma...

Pedido de Desculpas

Imagem
Por alguns problemas pessoais não pude postar a parte final do capítulo dois de "Causa Mortis", mas estou corrigindo a falha. Espero que gostem. J. C. Peu

CÉLEBRE PASSADO FUTURO

(Dhiogo Caetano)  Por anos vivi em Uruana. Nasce e lá  me criei. Por isso sou goiano, uruanense: olá o sotaque. Ruas estreitas onde posso avista as carroças e carroções. Minha pequena cidade, a terra que nos alimenta. Em um passeio poético o encontro de Dona Ana e o rio Uru. Eternamente Uruana. A nossa volta a natura, uma magia que paralisa o trabalho. Vem de Uruana, de suas grandes festas de setembro o tradicional cultivo da melancia. Com desejo de agradecer, que venho a escrever, sobre esta terra que tudo que planta dá. De Uruana trago os produtos da terra, que ora te ofereço. Desta cultura agrária a emoção do homem do campo, que planta e colhe com suas próprias mãos, os frutos que esta santa terra nos há de contemplar. Pequena cidade, mas a capital nacional da melancia. Ta vendo as casinhas da avenida, nelas a história e um passado futuro. Aqui fui feliz, simples e goiano. Hoje sou artista, historiador, professor e escritor. Uruana é  apenas uma imagem gra...

Num Banco de Ônibus

(J.C. Peu) Olho para os carros Plantados no chão. Sinto os pneus Penetrarem O asfalto. O trânsito parado, Um garoto correndo, Assalto.